
Alimento
para o corpo e para o espírito
Tenho compartilhado algumas das coisas que escrevo, coisa que antes eu não fazia. Não sou escritora e se me colocasse assim, me sentiria ferindo o respeito que tenho pelos escritores que admiro. Há aqueles que me fazem parar para reler uma frase várias vezes e, de maneira tão verdadeira, tão incontestável, tão brilhante traduzem o pensamento, o sentimento – o deles e o meu! Têm uma escolha de palavras tão sincera, tão original, tão precisa! Esses são escritores e sei quem são os meus escolhidos, aqueles que têm me alimentado ao longo da vida. Acho boa a sensação de repartir esse banquete e pretendo fazer isso aqui na página. Não quero ser professoral. A ideia é repartir o que me toca. Nessa hora, me sinto aluna dividindo o caderno com o colega. Vez ou outra, deve pintar algo escrito por mim, um pratinho mais básico, trivial, porque há quem me diga que se sente bem lendo minhas lembranças e pensamentos aleatórios. Aí me sinto bem também, porque é bom saber que a gente produziu algo que fez bem aos outros.
Tem também a cozinha. Sobre isso, então, que é uma grande paixão, e talvez aquilo que eu faça de forma mais intuitiva, eu raramente escrevia. Sempre achei que era impor, a gente demais, um tema muito específico. Ocorre, porém, que cozinhar faz parte de mim, de quem sou, desde que, ainda pequena, me enfiava lá na cozinha de casa e queria porque queria cozinhar também. Cheguei a frequentar alguns grupos de amantes da cozinha em redes sociais, mas aí me faltava algo: a troca se restringia a receitas, não era troca de afinidades. Algumas vezes, eu percebia no ar – talvez eu seja muito cri-cri – um quase concurso de quem está mais próximo de se tornar o mais novo chef-virtuoso-ainda-que-amador do pedaço.
Eu nunca pretendi ser chef. O que busco é a cozinha das cozinheiras de quadril largo, bunda grande, ancas generosas e cara brilhando com o vapor das panelas. Quero a cozinha que leva para nossas entranhas não só a comida, mas nós mesmos, aquela que nos faz viajar para dentro de nós. Para isso, o veículo pode ser um trivial purezinho de batata com carne moída, mas até pra fazer carne moída, tem jeitinho especial e é isso o que faz as pessoas embarcarem na viagem: o borogodó que só comida feita com afeto tem.
últimas histórias
Gabriel García Márquez
Se você nunca leu um livro de Gabriel García Márquez, coloque isso como um item lá no topo da sua lista de coisas a fazer antes de morrer.
Massinha de pastel assada e incrementada (fácil, extremamente fácil)
Outro dia dei a dica (neste post aqui) de assar discos de massa de pastel. De vez em quando dou uma incrementada na massinha de pastel
Broinhas de milho
Nunca fiz uma receita do Cozinha Pequena* de que eu não tivesse gostado. Cheguei a eles há alguns anos, procurando receita dessas broinhas de fubá que posto hoje.
Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente
"Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os fatos essenciais da vida, e ver se podia aprender o que tinha a me ensinar, em
Horta em casa
Cartilha online ensina técnicas para ter horta em casa via Não pago preço absurdo.
Um daqueles livros que me fazem ser quem sou
"Não importa o que dizem os relógios ou as atitudes e ocupações dos homens. É manhã quando acordo e há em mim um amanhecer." Henry David Thoreau, em