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Lagoa

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017|

Poesia, hoje sei: desaguar do excesso do que não coube, transbordamento. Depois da cheia, jorrar incessante, vazante do todo. Medo: vazio sem fim, secura em mim. Deserto. Sequei? Andei as dunas, lá cogitei da só existência da areia que o vento carrega bem longe... até a que agora era sob

Libação

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017|

É do nascedouro da vida, a grandeza. É da sua natureza a fartura a proliferação os cromossomiais encontros, os brotos, os processos caules, os processos sementes os processos troncos, os processos flores - são suas mais finas dores. As conseqüências, cachos, as conseqüências, leite, as conseqüências folhas, as conseqüências frutos

Mais uma vez, é tempo para a chegada do novo

terça-feira, 26 de dezembro de 2017|

Um mundo novo não se faz com palavras, bem sei, mas palavras podem embrionar atitudes. Um mundo novo não se faz com palavras, mas palavras são pontes para o que se queira entregar ao mundo. Um mundo novo não se faz com palavras, mas há palavras necessárias e à altura

Carregar água na peneira

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017|

Desejo: que haja quem nos ame justamente pela existência - e nunca apesar - de nossos despropósitos. Desejo: ter coração forte e alma grande o suficiente para ser despropositada pela vida afora, para não desistir de carregar água na peneira. Não lamentar o escorrer da água pela trama da peneira.

Quando a pedra é só pedra

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017|

"De vez em quando, Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo." (Adélia Prado)

Paralelas

segunda-feira, 20 de novembro de 2017|

Lembro bem o dia em que li no livro de Matemática e, embora tenha até visto prova, tive dificuldade em acreditar: "Paralelas são retas que se cruzam no infinito". Retas que se cruzam no infinito... Ora, infinito é o lugar das abstrações! De que adiantam os encontros no infinito? Pensei

Violeta pequenina

sexta-feira, 20 de outubro de 2017|

Já viu como é violeta? Violeta às vezes parece murcha, desenchavida, quase querendo minguar. Aí a gente pega folha de violeta, espeta em torrão de terra, põe tiquinho de água e monte de amor, todo dia: violeta revigora, resplandece. Tem vocação para a vida, violeta. Violeta floresce, pequenina, delicada; forte,

Vai. E se der medo, vai com medo mesmo.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017|

Não, não sou destemida, a verdade é que tenho medo... medos, vários... mas nos caminhos da vida, esses caminhos às vezes tortuosos, às vezes suaves, ora iluminados, ora nebulosos, acabei, eventualmente, aprendendo um pouco sobre mim. Aprendi que, em mim, são grandes alguns medos. Medo de perder meu riso, medo

A Trilha

sábado, 23 de setembro de 2017|

A experiência da montanha é sempre renovadora. Há, parece, alguma energia naquelas pedras que, de alguma forma, cria vínculo entre os que lá estão, mesmo os que jamais se haviam encontrado. Olham-se nos olhos e sabem: há conexão ali. A trilha é uma só, mas a experiência da trilha em

Desde já é futuro

quinta-feira, 14 de setembro de 2017|

Ainda tenho medo de me afastar da lógica porque caio no instintivo e no direto, e no futuro: a invenção do hoje é o meu único meio de instaurar o futuro. Desde já é futuro, e qualquer hora é hora marcada. Que mal porém tem eu me afastar da lógica?