Chuva, luz, dança
Ah, menina... abre a porta, se joga na chuva e deixa a chuva lavar o que há de triste, o que há de mau. Sente a chuva: fecha os olhos e aprende com a tempestade e com o raio, que traz com ele trovão, que às vezes até a luz
Ah, menina... abre a porta, se joga na chuva e deixa a chuva lavar o que há de triste, o que há de mau. Sente a chuva: fecha os olhos e aprende com a tempestade e com o raio, que traz com ele trovão, que às vezes até a luz
Prefiro a alegria porque minha alegria eu entendo: sempre sei de onde brota. Alegria vem sempre de dentro. Já tristeza, tem uma que nasce de dentro, todo mundo tem, e com essa tenho aprendido a lidar, todo mundo tem que aprender, ainda que tarde. Mas existe tristeza que vem de
A história humana não se desenrola apenas nos campos de batalhas e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas. Disso eu quis fazer a minha poesia.
O dia de hoje, eu bem sabia: daqui a algum tempo eu lembraria que entre tantos, foi o dia em que parti a te encontrar. Então um dia eu sorriria E sobre hoje, pensaria: o avião caiu e no Planalto, havia bomba, cavalaria. Dia triste... de empatia. E apesar do mundo que implodia, apesar da
E afinal, o que quero? Quero a certeza de uma vida vivida e contra todos os que murmuram conformados que a vida é o que é, quero a vida escolhida. Contra todos os que se acomodam com dia após outro dia exatamente igual ao dia de anteontem, quero a surpresa
Viajar cada canto do mundo e trazer cada canto no olhar. Cada um de nós dá jeito de trazer consigo o que lhe é caro. O que nos é essencial, trazemos junto de nós. Foto: Henri Cartier-Bresson. Sérvia, 1965.
Quando ouvi o último presente que você nos preparou, sabia que era a despedida. Achei que fosse conseguir ficar só feliz pelo reencontro de vocês dois. Uma parte de mim ficou, a menos egoísta. A outra chora como se chora a partida de um ente querido, e como poderia ser
Era luz rósea-amarela-azul-e-até-negra, que anunciava tempestade e trazia consigo vento que acarinhava meu rosto com a mão leve exalando cheiro bom de terra molhada. Larguei tudo - sei me render ao que é maior - e essa não era luz qualquer: era Luz. Que pode haver de maior que ver
[...] O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: “Estou fazendo, estou pensando”. [...] O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo
No colégio em que estudei, ser pego na rua com o uniforme e beijando era infração que sujeitava os infratores, alguns já por volta dos dezesseis anos, a ser levados de volta ao colégio para ouvir bronca e a ter os pais notificados (alguns dos quais, felizmente, ficavam perplexos por