Nas nuvens
_Sabe aquela coisa prateada, cintilante, que arranca a gente do chão e faz sonhar nas nuvens? _Avião? _Não, boba! Amor! Arte: Artem Cheboha (a.k.a. Rhads)
_Sabe aquela coisa prateada, cintilante, que arranca a gente do chão e faz sonhar nas nuvens? _Avião? _Não, boba! Amor! Arte: Artem Cheboha (a.k.a. Rhads)
Quando era criança, eu costumava enjoar nas viagens de carro. Não sei exatamente quão natural foi o surgimento, em mim, da percepção de que me distrair com a paisagem ajudava a distrair meu enjoo. A partir daí, passou a ser meu remédio, ir olhando a paisagem passar. Quando uma paisagem
Foi muito por acaso que vi um discreto post dela e resolvi abrir mão de minha elegante - e confortável - discrição. Inbox, perguntei se estava tudo bem. Foi assim que eu soube que no primeiro mês de sua preparação para o que seria a felicidade suprema, ela se viu
“É um engodo achar que os momentos decisivos de uma vida, em que seus rumos habituais mudam para sempre, sejam necessariamente acompanhados de uma dramaticidade ruidosa e estridente, acompanhados de grandes surtos.(...) Na verdade, a dramaticidade de uma experiência decisiva para a vida é de uma natureza inacreditavelmente silenciosa. Ela
Janeiro do Rio é tempo de ver a vida quarando sob o sol, na areia. Em janeiro, no Rio, a vida é suada, oleaginosa, morena com mechas claras de fios que o vento sopra pro olho. A vida corre, pula na água, volta pra areia, dá uma estrela, tira o
Um mundo novo não se faz com palavras, bem sei, mas palavras podem embrionar atitudes. Um mundo novo não se faz com palavras, mas palavras são pontes para o que se queira entregar ao mundo. Um mundo novo não se faz com palavras, mas há palavras necessárias e à altura
É quase dia de recomeçar. Mas hoje é dia, amanhã é dia e depois de amanhã é só mais mais um dia de cada um de nós tentarmos fazer que o elefante encontre aquilo de que carece, aquilo de que carecemos. Que possamos prover um pouco de estofo ao elefante,
Que o poema venha, abra os braços grandes e fortes diante de mim e receba o que transborda, o que não cabe num peito espremido, pequeno para todas as dores que as gentes andam por aí a nos impor que têm que ser sofridas. Não acho que dor seja obrigação
Eu tinha meu dia todo planejado: trabalharia pela manhã e faria compras de Natal à tarde. Seria minha primeira tarde mais livre. Quase antevéspera de Natal e eu não tenho um presente sequer comprado. Em outros tempos, eu surtaria com isso. Agora não. Ontem à noite chegou a notícia de
Há sins que nascem com dor, a fórceps: queriam ser nãos, então resistem a vir à luz. Assim nasceu meu sim de ontem. A cidade mudou e as amendoeiras não são mais bem-vindas. Ninguém mais se comove com as cores outonais que enfeitam fileiras de canteiros. Agora são exóticas. Faz